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Imaginem
itiro — qui, 05.11.2009 - 10:10
Sábado a tarde na praia, está chovendo canivetes e todo mundo está empilhado no pequeno apartamento, ninguém mais aguenta jogar cartas, dominó e damas, na TV não está passando nada que preste. Você propõe ensinar RPG para seus amigos e parentes mas ninguém se empolga porque:
- RPG é aquele jogo em que as pessoas morrem;
- Não querem massagem, nem que ninguém fique corrigindo sua postura;
- Já viram seus livros e não querem ficar lendo;
- É coisa de criança;
- Qualquer outro motivo...
Agora imaginem a mesma situação, mas ao invés de convidar as pessoas a jogar você começasse a contar uma história, talvez um filme que tivesse assistido, ou algo que tivesse testemunhado e num determinado momento virasse para alguém e perguntasse: "E se fosse você, nessa situação, o que faria?"
Vocẽ continua a história levando em conta a escolha daquela pessoa e começa a perguntar com mais frequência o que as pessoas que estão ouvindo fariam na pele da(s) personagem(ns) da história, pode começar até uma discussão entre eles para decidir o que acontece a seguir.
Depois de um tempo tira um dado e diz: "jogue este dado, se der par, deu certo", mais um tempo depois você mostra fichas com dados sobre a história das personagens e alguns dados sobre o que elas sabem e podem fazer.
E quando perceberem todos estão jogando RPG.
Minha "estratégia" para mostrar o que é RPG para alguém novo é algo parecido com isso. Funcionou na grande maioria das vezes. Este é o RPG para novatos que eu quero ver publicado.
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Agora sim!
Mauro (não verificado) — sex, 06.11.2009 - 02:31Gostei muito desse post.
Eu fiz algo similar uma vez, muitos anos atrás, com um grupo de gente que queria ver o que era RPG. Sem fichas nem nada, apenas usando 1d6 para decidir certas ações. Todo mundo curtiu muito... mas faz tanto tempo, eu tinha até me esquecido disso.
Agora que você me fez lembrar, concordo que esse é o jeito certo de introduzir RPG para as pessoas. Quem sabe me aparece alguma oportunidade de tentar isso de novo. Valeu!
Bom saber
itiro — sex, 06.11.2009 - 19:41Bom saber que de vez em quando a gente acerta.
Espero que a oportunidade apareça para vocẽ angariar jogadores por aí.
Uma das minhas experiências mais bem sucedidas com esta estratégia aconteceu no corredor de um shopping em Uberlândia. Começou comigo improvisando uma aventura de Toon para 3 pais preocupados com o que os filhos estavam fazendo e acabou com umas 30 pessoas jogando e uns 20 curiosos com o japonês berrando no shopping.
Como alguém pode não querer
Ana Fiori (não verificado) — qui, 05.11.2009 - 22:05Como alguém pode não querer receber massagem??? hehehe
Então, 9 entre 10 vezes a pior estratégia é pedir para o novato montar uma ficha e explicar-lhe as milhões de regras de d&d e afins. E o que tem de gente que ainda faz isso...
conto nos dedos os sistemas que eu conheço cuja elaboração da ficha seja prazeroa para quem não é advogado de regra
Tem louco para tudo
itiro — sex, 06.11.2009 - 19:35Pois é Ana, tem louco para tudo, até para recusar massagem...
Eu sou suspeito sobre o prazer de montar fichas, confesso que tenho um forte lado advogado de regras e uma das primeiras coisas que faço com qualquer sistema novo é montar fichas para ver como as coisas funcionam.
Mas existem bons exemplos de sistemas onde montar fichas é uma coisa legal como o Cybergeneration ou o Spirit of the Century.
Não esqueça do Champions
Mauro (não verificado) — sex, 06.11.2009 - 19:55Metade da diversão em se jogar Champions é montar personagens... é mais legal que o jogo em si. :-)