AtsumiRPG.net - Sapere Aude

  • buraco rpg
  • links
Início

RPG, Pôquer, jogos, mágica e qualquer coisa que der na telha.

Navegação

  • Contato
  • Recent posts
  • Feed aggregator

Login do usuário

  • Criar nova conta
  • Request new password

Tags

eventos idéias magica novatos rpg RPG no Brasil RPGs independentes sistema-próprio teoria underground videos Zaninices da MC
more tags

Voltando ao CNS

itiro — seg, 02.02.2009 - 22:25

Uma visão um pouco mais profunda do tal CNS. Mas antes de começar: muito obrigado Ben Lehman! Este artigo foi descaradamente chupinhado do blog dele.

O CNS surgiu antes do Modelão e muita coisa já foi escrita contra e a favor do modelo. Muita gente discorda da teoria, uma parte entendeu e outra não e mesmo entre os que concordam com a coisa toda há muita gente que não entende direito o que é o tal CNS.

Meu primeiro contato com o CNS aconteceu há alguns anos. A coisa toda abriu meus olhos para possíveis soluções para problemas que estavam acontecendo em minhas mesas de jogo e também para coisas "estranhas" que eu testemunhei em inúmeros jogos de convenção, demonstração e afins.

O CNS é uma forma de classificar o que os jogadores querem do jogo, quais as suas motivações para participarem de uma sessão de RPG.

Competitivistas querem usar seu pensamento tático, estratégias, coragem e sorte para avançar nos jogos e serem reconhecidos por isso. É parecido com pessoas que jogam jogos de cartas e tabuleiro, esportistas e competidores.

Narrativistas querem criar histórias e querem ser reconhecidos por contribuírem para a evolução da mesma, mantendo o tema e levantando situações interessantes para os outros participarem. É algo parecido com saraus, teatro espontâneo, rodas de música, criação coletiva de histórias.

Simulacionistas querem estar em outro lugar, outro tempo ou outro mundo e são recompensado por colaborarem em manter a ilusão tanto por seguir com as informações existentes sobre esses cenários quanto por criarem e manterem regras próprias. É algo parecido com ferromodelismo, recriação histórica e fandom, principalmente os de ficção científica e fantasia.

Estas três coisas são bem diferentes e tentar juntá-las num mesmo momento só causa confusão. Pense no que aconteceria se você resolvesse transformar o jogo de truco do bar da esquina numa narrativa coerente, ou se eu entrasse num grupo de teatro querendo competir com meu pensamento tático. Eu vou estar sendo estúpído, ou no mínimo me esforçando para nada funcionar.

Infelizmente no RPG isso acontece, pessoas com motivações criativas diferentes se reunem para participar de uma atividade coletiva. Em alguns casos isso acaba em alguém saindo frustrado da mesa. É como se nós nos reuníssemos ao redor de um tabuleiro de war com uma parte dos participantes querendo jogar Banco Imobiliário e a outra Imagem e Ação.

O CNS é uma ferramenta para analisar esta situação, isolar os interesses e motivações dos participantes e criar uma atividade coletiva coerente.

Ao ouvir a classificação temos a tendência de querer categorizar as pessoas e grupos em uma das três categorias. Este é um ponto complicado do Modelão, principalmente porque dá a impressão que algumas pessoas só conseguem se divertir de um jeito ou de outro. Isso é uma enorme bobagem.

As três abordagens são válidas e divertidas, a maioria de nós vai ter sua motivação preferida, mas isso não nos impede de gostarmos das outras também. A idéia principal da coisa toda é deixar claro o que estamos jogando, como as coisas vão funcionar em nossas mesas de jogo, criar formas, ferramentas para jogadores se entenderem e saberem o que esperar dos jogos.

Com um entendimento maior sobre as motivações criativas, os jogadores podem se preparar para dançar de acordo com a música, ninguém mais vai perder tempo criando 50 páginas de história de uma personagem que só vai ser utilizada num jogo de pilhar e destruir e ninguém. Eu posso me divertir num jogo competitivista, mesmo que a minha praia não seja bem esta, desde que eu saiba desde o começo como as coisas vão funcionar, uma "regra de ouro": o combinado não é caro.

Para os objetivos desta série de artigos sobre teoria da Forge, acho que isto basta. Há muito mais por vir e muitas outras coisas bem interessantes sobre a teoria como um todo, mas para este ponto, acredito que esta explicação é suficiente.

  • rpg
  • teoria
  • Comente

Olá! Indiquei seu Blog para a

Gun_Hazard — qua, 04.02.2009 - 12:37

Olá!

Indiquei seu Blog para a Brincadeira do “Olha que Blog Maneiro”

http://falhacriticarpg.wordpress.com/2009/02/04/meme-olha-que-blog-maneiro/

Deixo aqui o meus parabéns pelo trabalho legal que você(s) tem feito com este Blog.

E dizer que dentro do possível estarei acompanhando este Blog...

Abraços!
Gun Hazard

  • responder

"maneiro"

fabiosooner — ter, 03.02.2009 - 14:10

Aí, meeermão, indiquei vocês como "blog manêro":

http://blog.wodbrasil.com/2009/02/03/maneiro/

Divirtam-se.

Fabio 'Sooner' Macedo
--------------------------------------------------------
Diário de um Jogador
http://fabiosooner.livejournal.com
--------------------------------------------------------
WoD Brasil
http://www.wodbrasil.com
--------------------

  • responder

Oi, Itiro, tenho acompanhado

Ana_Fiori — ter, 03.02.2009 - 11:22

Oi, Itiro, tenho acompanhado suas postagens sobre o GNS, embora ainda não tenha tido tempo de ler or artigos que você linkou. Num dos meus relatórios de Iniciação Científica, escrito há uns anos, eu fiz uma breve discussão semelhante a esta, mas falando daqueles termos mais comuns, do overpower, estrategista, roleplayer e historiador. Talvez por causa do foco do meu trabalho na época, eu percebia os jogadores se deslocando para cada uma dessas motivações (mas divididas nos polos ação-narrativa) no momento de construção da ficha de personagem, mais do que na escolha do jogo. Considerava também que parte da satisfação das motivações poderia estar em uma esfera privada do Espaço Imaginário, justamente aquele que é imaginado mais do que dito, mas apenas se o jogo consegue ser envolvente a ponto de causar aquela experimentação de emoções comuns ao jogador e ao personagem.

Enfim, eu sinto certas reservas diante das classificações acima, mas tenho tentado observar minhas mesas de jogo para ver se faz sentido na prática.

Ana Fiori

  • responder

Gamism, joguismo e (argh!) competitivismo

Camilo — qua, 04.02.2009 - 17:28

Por que traduzir Gamism, Gamist, cujo radical é game (jogo), como Competitivismo e Competitivista? Que tal Joguismo e Joguista?

Edwards poderia usar Competitivism, Competitivist (ou Competitor, todos de raiz em Competition) ao invés de Gamist. Mas não usou.

Gamism chama a atenção para o ato de jogar, e Competitivism, para o de competir (que, devido ao jargão empresarial, rima com rivalizar...).

Gamism (Joguismo) traz à tona a problemática do que é um jogo: uma competição, um esbanjamento de energia, um sei lá o que. Mas quando você traduz Gamism como Competitivismo, anula esta dubiedade, e infiltra na tradução uma pobreza semântica ausente no original.

  • responder

Competitivismo

itiro — qua, 04.02.2009 - 21:00

O termo "Gamist", de acordo com o próprio Ron Edwards, foi utilizado nos primórdios do modelo tripartido com uma forte conotação pejorativa e ficou. Muitas vezes numa tradução a escolha literal não é a mais apropriada, eu acredito que este é um destes casos.

Por tudo o que foi escrito e comentado sobre a teoria, competitivismo me parece uma tradução mais adequada do que joguista, esta é a explicação da "categoria" no artigo original: "Gamism is expressed by competition among participants (the real people); it includes victory and loss conditions for characters, both short-term and long-term, that reflect on the people's actual play strategies. The listed elements [Character, Setting, Situation, System, Color] provide an arena for the competition."

Sim, no artigo sobre o Gamism o Ron Edwards faz a diferenciação entre jogar e competir e diz que há diferença entre as duas coisas, mas tenho a impressão de que ele quis evitar o problema de "competição" carregar o peso de ser algo que muitas pessoas entendem como antônimo de "cooperação" e como o RPG é em muitos níveis uma atividade cooperativa o termo competição traria mais uma coisa que iria ser repelida antes do resto da teoria ser lido.

O fato de jogo ser uma palavra com inúmeras conotações como você apontou traz muito mais problemas do que vantagens, o sentido usado em "isto é só um jogo" não entra na definição do "Gamism". Estamos tentando definir coisas aqui, um dos jeitos é fugir de termos vagos que mais para frente podem acabar só trazendo confusão para a discussão.

Pode ser pobreza semântica, mas foi uma escolha feita.

  • responder

Cito você mesmo

Camilo — qui, 05.02.2009 - 16:59

Itiro, cito você mesmo:

"tenho a impressão de que ele [Edwards] quis evitar o problema de "competição" carregar o peso de ser algo que muitas pessoas entendem como antônimo de "cooperação" e como o RPG é em muitos níveis uma atividade cooperativa o termo competição traria mais uma coisa que iria ser repelida antes do resto da teoria ser lido"

Só não entendo por que este raciocínio não é válido para português.

  • responder

Competição e Jogo

itiro — sex, 06.02.2009 - 08:31

Tenho a impressão que nosso problema é quase o contrário. Jogo carrega um peso muito menor do que "Game" para os EUA e afins. Jogo, para a grande maioria das pessoas daqui, é algo infantil, que não vale ou não conta.

Por outro lado, estamos mais acostumados a idéia de competir de maneira cooperativa, nosso esporte nacional é cooperativo, o segundo da preferência também é.

  • responder

Fala plana e fala ambígua

Camilo — sab, 07.02.2009 - 13:39

Traduzir é difícil. Divergências são comuns. Você deve estar acostumado.

Não percebo em seus argumentos nada que me satisfaça. Prefiro uma tradução que mantém as ambiguidades do original a uma que o aplaine. Isto soa como uma questão de gosto sobre a qual não chegaremos a lugar algum se continuarmos a discutir.

A meu ver, seu argumento forte é que, como tradutor, você acha correto produzir um texto menos ambíguo que o original. Isto é uma opção. Discordo, mas compreendo.

Prefiro não entrar no mérito de de seu argumento de adequação vocabular. Esporte nacional, características nacionais, etc., me desculpe, Itiro, mas não vou entrar neste brejo...

  • responder
Syndicate content

Posts recentes no blog

  • BiblioteKá - como foi
  • Mago: o Despertar na biblioteca
  • Were is Kliff - malabarismo
  • RPG na biblioteca
  • RPG no próximo final de semana
  • Captcha FAIL!
  • Mais Okotanpe - malabarismo de contato
  • Uma aventura para novatos - As 3 grandes
  • Urban Rivals
  • Sumiço
more

Comentários recentes

  • Confluência
    1 semana 3 dias atrás
  • Trail of Cthulhu no Brasil
    1 semana 4 dias atrás
  • RPGCon e o cansaço
    3 semanas 4 dias atrás
  • Calma
    3 semanas 5 dias atrás
  • Agora zoou
    3 semanas 5 dias atrás
  • Esquenta com isso não, Iti.
    3 semanas 5 dias atrás
  • Isso é curioso...
    14 semanas 6 dias atrás
  • Amnesia Man?
    14 semanas 6 dias atrás
  • Adestrar o mestre vs Adestrar os jogadores
    15 semanas 1 dia atrás
  • O plágio total só acontece se todos quiserem
    15 semanas 2 dias atrás

Na Internet

  • Um Anjo, Um Templário e Um Vampiro
  • RPGCON 2010: INGRESSOS
  • RPGCON 2010: Estacionamentos
  • E no fim era mesmo o GURPS...
  • Opinião - Atual momento do RPG nacional
more

Feed do conteúdo

Syndicate content

Feed dos comentários

Powered by Drupal, an open source content management system
  • buraco rpg
  • links